Com 5 voluntárias, expedição de triagem para o Rally dos Sertões 2017 supera expectativas

Imagine chegar em uma comunidade indígena com a missão de conquistar a confiança de mulheres que pouco ou nunca tiveram assistência ginecológica e convencê-las da importância de realizar exames preventivos, capazes de detectar a presença do vírus do HPV no colo do útero. Agora, some a tudo isso, a aventura de rodar mais de dois mil quilômetros off road e a alegria de impactar a vida de centena de pessoas em cidades isoladas do Brasil.

Dá para acreditar que isso foi só uma parte de tudo o que rolou na pré-expedição da 5ª edição do SAS Brasil no Rally dos Sertões? E mais: que essa é só uma prévia do que será a maior expedição já realizada pela nossa equipe junto à tradicional prova?

Tudo isso aconteceu entre os dias 17 e 23 de julho, quando cinco voluntárias fizeram a triagem de pacientes e a capacitação de equipes de Saúde das cidades que serão atendidas no próximo mês, quando esperamos atender mais de 3 mil pessoas durante os 10 dias de rally.

A pré-expedição passou pelas cidades de Santa Terezinha de Goiás (GO), Alto Garças (MT) além de três comunidades indígenas na região de Aquidauana (MS) (Limão Verde, Buritizinho e Aldeinha) e contou com a participação das coordenadoras do SAS Brasil, Adriana Mallet e Sabine Bolonhini, da enfermeira Derlene Gomes e de duas residentes de ginecologia do Hospital Israelita Albert Einstein, Maitê Covas e Marina Zamuner. Por meio do AmigoH, braço de oncologia e hematologia do hospital, o Einstein é o mais novo patrocinador das ações do SAS Brasil.

Veja as fotos da expedição de triagem

pré expedição aldeiasNovidade. Essa será a primeira vez que o SAS Brasil realizará atendimentos em aldeias indígenas. Para a médica Marina, passar por esses lugares foi o mais marcante da viagem, “não só pela nova experiência, mas porque tínhamos como missão conquistar a confiança das mulheres indígenas”.

O mais díficil, segundo ela, foi fazer com que as pacientes vencessem a vergonha e o medo do desconhecido e entendessem a importância de realizar os exames. “Foi maravilhoso sentir que pudemos fazer a diferença na vida dessas mulheres, principalmente por meio da orientação e da educação. Algumas delas nunca tinham ido ao ginecologista”, relata.

Durante uma semana, a equipe realizou mais de 500 coletas dos exames Cobas® e papanicolau, uma das proposta do Projeto Anariá, carro-chefe da próxima expedição, e capacitou 65 pessoas para a triagem oftalmológica.

Segundo a voluntária Maitê Covas, colega de Marina na residência no Einstein, muitas vezes as pacientes fazem o papanicolau e não recebem os resultados ou não conseguem dar continuidade ao tratamento. “A coleta de exames que detectam o vírus do HPV no colo do útero direciona o cuidado para as pacientes de maior risco”, diz.

Essas mulheres serão atendidas durante o Rally dos Sertões, “desafogando a atenção primária e prolongando o impacto”, como afirma Maitê, que assim como Marina participa de uma ação do SAS Brasil pela segunda vez. Elas estiveram em Sete Barras (SP) no começo de julho fazendo a coleta de exames.

Expectativas. Na avaliação da Sabine Bolonhini, uma das coordenadoras do projeto, a expedição superou as expectativas. “Nossa meta otimista era de realizar 500 coletas. Chegamos a 558. Isso foi mérito de uma excelente organização das equipes locais e um comprometimento do nosso time”.

Entre os dias 18 e 26 de agosto o SAS Brasil vai levar para o trajeto do Rally dos Sertões 40 voluntários, entre médicos de várias especialidades, enfermeiros, completa estrutura logística e de alegria. Um novo contêiner está sendo montado com consultórios de saúde da mulher e se somará a outro que viaja para o Centro-Oeste.

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