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‘Estadão’ inclui a telemedicina em reportagem especial sobre mudanças trazidas pela pandemia que devem permanecer

por Gabriel Toueg

Em uma longa reportagem publicada hoje (21) em seu site, o jornal O Estado de S. Paulo lista uma série de tendências, em diversas áreas, como economia, trabalho, consumo, cotidiano, lazer e entretenimento,  que foram trazidas pela pandemia do novo coronavírus e que deverão ficar por aqui. Entre elas, o jornal menciona a telemedicina. “O ensino a distância e a telemedicina, que já vinham ganhando espaço antes da crise, ainda que em forma lenta e gradual, entraram de vez no dia a dia de professores e alunos, médicos e pacientes”, afirma o especial.

Acesse o especial telemedicina do SAS Brasil

“Graças à telemedicina, foi possível contornar as dificuldades do momento e prestar algum tipo de assistência médica, mesmo que fosse apenas para monitorar a situação dos pacientes, dar alguma orientação ou solicitar exames que permitissem um diagnóstico mais preciso de sintomas apresentados por eles”, destaca o jornal. O especial menciona a resistência de “muitas organizações do setor de saúde” à adoção das consultas remotas de forma massificada, mas afirma que, com a pandemia, “elas se transformaram subitamente na única opção segura para o sistema continuar funcionando e para que pacientes e médicos evitassem o contato físico”.

⇨ Leia no Estadão24 mudanças trazidas pelo coronavírus que devem sobreviver à pandemia

A adoção da telemedicina para o contato direto entre paciente e médico foi regulamentada em 19 de março pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que diz estar atualmente estudando a adoção dos recursos de telessaúde também quando as exigências de isolamento e distanciamento ficarem para trás. Segundo o Estadão, o CFM “não teve outra saída a não ser a de reconhecer a necessidade de ampliar a prática da assistência médica remota no País”.

Até aquele momento, as consultas remotas só podiam ser feitas com profissionais de saúde nas duas pontas, como um serviço de consultoria de especialidade.

O jornal lembra ainda que, com a regulamentação adotada pelo CFM, o Ministério da Saúde foi levado a publicar, “no dia seguinte, uma portaria liberando, ’em caráter excepcional e temporário’, o uso da telemedicina”. À época, a novidade foi muito bem recebida pelo SAS Brasil, que já usava desde 2019 o recurso de contato entre profissionais locais nas cidades atendidas e médicos especialistas, de forma a dar um olhar especializado e melhorar o atendimento. “Com a popularização de seu, a telemedicina mostrou que muitas das restrições a ela tinham mais a ver com preconceitos contra a tecnologia do que com problemas concretos apresentados pelo atendimento remoto”, afirma o especial do Estadão.

O jornal também destacou a eficácia do modelo de atendimento remoto, “para quem ainda tinha alguma dúvida sobre o papel que ela pode representar no sistema de saúde daqui para a frente”. Um dos entrevistados do jornal para o especial, Fernando Pedro, diretor técnico da Amil afirma que “houve grande aceitação da telemedicina não só por parte dos pacientes, mas também dos médicos”. Segundo ele, “a telemedicina contribuiu muito para garantir tranquilidade e segurança na prestação de assistência médica durante a crise”.

Vantagens da telemedicina

O especial do Estadão vai além, ao mencionar vantagens da telemedicina “além de garantir o acesso de pacientes ao sistema de saúde e de mantê-los distantes de quem precisava de cuidados urgentes”. “Ao evitar os deslocamentos e as longas jornadas na sala de espera de consultórios”, diz o material, “(a telemedicina) otimizou o tempo de médicos e de pacientes e trouxe maior conveniência para ambos, ao permitir que pacientes de uma região das grandes cidades ou de outros municípios tivessem acesso aos médicos de sua preferência que atendem em outras localidades”.

⇨ Leia no Estadão o artigo de Sabine Zink: O legado do terceiro setor na pandemia

Segundo o jornal, isso levou a um “aumento de produtividade e de redução geral de custos no sistema”. O jornal vai adiante e menciona a fala do especialista da Amil, segundo quem a telemedicina deve ser vista “como mais um canal” entre médico e paciente. Pedro defendeu também a necessidade de que a telemedicina seja regulamentada, “para garantir qualidade e segurança aos usuários, e não como uma solução única, que sirva para todas as ocasiões e substitua a consulta presencial”.

“Pelo que se viu na pandemia”, constata o jornal, “a telemedicina deverá ocupar um espaço cada vez maior no sistema de saúde do País e ser incorporada, com menos resistência, ao relacionamento cotidiano de médicos e pacientes”.

Entre as outras mudanças apontadas pelo jornal no especial estão temas econômicos (como juros baixos; dólar alto; a poupança dos brasileiros engordada; uma versão repaginada do “Coronavoucher”; o fenômeno que o jornal chamou de “desglobalização”, com a redução de negócios entre países), bem como temas de trabalho (como o crescimento do empreendedorismo e do home office; a redução dos escritórios; a adoção de videoconferências no dia a dia; os encontros de trabalho virtuais; a informalidade no “dress code” de trabalho), de consumo (expansão do comércio eletrônico e o crescimento do delivery), de cotidiano (como uma higienização contínua e o ensino virtual) e, finalmente, de lazer e entretenimento (turismo de curta distância e cultura em domicílio).

Foto de capa (e foto no texto): ilustrações de Marcos Müller/ Reprodução/ Estadão

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