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Adriana Mallet, do SAS Brasil, concorre a reconhecimento a profissionais que lutaram contra o coronavírus em 2020

por Gabriel Toueg

A médica Adriana Mallet, fundadora e coordenadora de Saúde do SAS Brasil, concorre ao Prêmio Abril & Dasa de Inovação Médica – Especial Covid-19. O evento de premiação ocorrerá na próxima quarta-feira (9), a partir de 20h, nas redes sociais do grupo editorial Abril e da Dasa, conglomerado de medicina diagnóstica. A premiação é iniciativa dos dois grupos e tem curadoria da revista Veja Saúde. Neste ano, está inteiramente voltado ao enfrentamento à covid-19. A premiação será tema de reportagem na edição de dezembro da revista e os trabalhos vencedores serão comentados em um episódio do podcast Detetives da Saúde.

⇨ Assista à premiação no YouTube ou no Facebook de Veja Saúde

Na cerimônia, que será realizada de forma remota para garantir a segurança dos participantes em meio ao aumento de casos de covid-19 no país, serão anunciados os vencedores das cinco categorias: Inovação em Medicina Social (da qual Adriana participa com o projeto de telemedicina do SAS Brasil), Inovação em Medicina Diagnóstica, Inovação em Genética, Inovação em Prevenção e Inovação em Tratamento. O evento também prestará homenagem aos médicos e demais profissionais no enfrentamento à pandemia e terá a participação especial da infectologista Cristiana Toscano, jurada do prêmio e representante do Brasil no Grupo de Trabalho de Vacinas contra a covid-19 da OMS.

Inovação com saúde digital acessível e humanizada

Nosso projeto de telemedicina teve início em março, quando foi preciso suspender as expedições presenciais. “O modelo mostrou-se tão efetivo e escalável que em poucos meses chegamos a dezenas de municípios em regiões de alta vulnerabilidade e baixo acesso a serviços de saúde”, destaca Adriana. Mais de 40 mil pessoas já foram beneficiadas pelo projeto, todas com renda familiar abaixo de 3 salários mínimos. “Nossa equipe cresceu, chegando a 200 profissionais de saúde e cerca de 1,2 mil voluntários, entre eles centenas de estudantes de Medicina que, além do engajamento social durante a pandemia, vivenciam a saúde digital de forma acessível e humanizada”, ressalta Adriana.

No SAS Brasil, cada aluno percorre uma jornada de formação em saúde digital de 12 semanas, que envolve desde tours virtuais até aulas sobre telepropedêutica e inovação em saúde. O programa gerou tanta repercussão que motivou a assinatura de convênios com faculdades e universidades. “Nossa grande inovação foi pensar simples”, diz a médica, que explica que o acolhimento, triagem e agendamento são feitos usando o WhatsApp como via de acesso. “Para inovar na assistência, reconhecemos as limitações existentes com a tecnologia”.

Na inscrição do projeto, o SAS Brasil ressalta que voluntários e profissionais de enfermagem revezam-se em escalas para acolher, priorizar e dar orientações aos pacientes, fazendo até testes de vídeo para que os usuários se acostumem à plataforma. “É uma trilha completa de inclusão digital na saúde”, diz Adriana. “Inovamos ainda ao notar que, em favelas, o sinal de internet é um desafio. Contratamos e capacitamos técnicos de enfermagem para ir até a porta da casa de pacientes e aferir sinais vitais. Entendemos o impacto do monitoramento com oximetria e passamos a cobrir mais de 1 milhão de habitantes com nossos oxímetros emprestados em casos de risco. Monitoramos todos os pacientes covid. Inovamos com as cabines de telemedicina e, finalmente, com as unidades de teleatendimento, que una o atendimento remoto a exames e procedimentos de qualidade”.

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