Home Opinião A pandemia ainda não acabou e ainda não é hora de afrouxar os cuidados: cabe a cada um de nós agir para evitar uma 2ª onda

A pandemia ainda não acabou e ainda não é hora de afrouxar os cuidados: cabe a cada um de nós agir para evitar uma 2ª onda

por Comunicação SAS Brasil

Estamos entrando no nono mês desde a chegada da pandemia do coronavírus no Brasil. Desde março, muitos de nós estamos trancados dentro de casa, distantes de amigos e de parentes, com saudade do abraço acolhedor que nos faz tão brasileiros, trabalhando (aqueles que podemos) de forma remota, interagindo com o mundo de forma virtual, usando o cotovelo ou o punho no lugar de beijos ou apertos de mão. É uma situação sem paralelo na nossa memória coletiva. E estamos cansados, exaustos. Mas não é hora de afrouxar os cuidados. A pandemia não acabou e ainda depende das atitudes de cada um de nós evitar que uma segunda onda atinga o país com força.

Ao mesmo tempo, vemos diariamente, no noticiário e na “vida real”, fora da tela, imagens de jovens em festas e aglomerações, de locais cheios de gente, muitos sem usar máscara. Vimos isso fora do Brasil, no verão europeu, e vimos também o resultado dessa atitude: aumento vertiginoso no número de casos e, consequentemente, de mortes. Nas últimas duas semanas, esse resultado já tem sido observado por aqui também: hospitais públicos e particulares brasileiros têm reportado um aumento expressivo nas internações, principalmente de jovens das classes A, B e C. A covid-19 é democrática na contaminação, mas pune principalmente quem não tem acesso aos cuidados de saúde – e é justamente por isso que o trabalho da telemedicina do SAS Brasil se faz tão necessário e importante neste contexto. Portanto, é um gesto de solidariedade e de amor se cuidar para cuidar dos outros.

CoronaVac, da chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan (foto: Cadu Rolim/Fotoarena)

Por outro lado, nunca estivemos tão próximos de uma vacina viável contra a covid-19. Na semana passada, milhares de doses de um dos imunizantes que estão sendo produzidos chegaram ao Brasil e só aguardam agora a realização de testes no país e a liberação da Anvisa para que possam começar a ser aplicados na população. Se tudo correr bem, isso poderá acontecer ainda antes do fim do ano.

A Fiocruz, parceira do SAS Brasil no projeto Conexão Saúde: De Olho na Covid, espera poder começar a vacinação até março do ano que vem. Apesar das enormes perdas humanas e na economia, a pandemia acelerou de forma inédita na história a capacidade de desenvolver uma resposta. Os cientistas de uma das vacinas em desenvolvimento fizeram em 10 meses um trabalho que normalmente demora 10 anos, sem abrir mão da segurança para a população. Em outra farmacêutica, foram menos de 250 dias entre o anúncio dos planos de produzir a vacina e a apresentação oficial do imunizante, dependendo agora apenas da aprovação da FDA, a agência reguladora nos EUA. São vitórias extraordinárias da ciência, que traz as respostas para essa crise.

⇨ Leia na BBC Brasil: 7 perguntas para entender a vacina do Butantan

E é por isso que precisamos, ainda, dar ouvidos à ciência. Ainda devemos usar máscara sempre que saímos de casa, sair apenas para o que for realmente essencial, manter o home office quando for possível, higienizar as mãos frequentemente usando água e sabão ou álcool em gel e, principalmente, evitar as aglomerações (e aglomerações são feitas de pessoas, é sempre bom lembrar!) Ainda é preciso que nos cuidemos para cuidar de quem está ao nosso redor e mesmo aqueles que estão mais distantes, mas que precisam desse cuidado porque não têm alternativa. É preciso entender e aceitar que até que tenhamos a vacina amplamente disponível e para todos, essas simples medidas são as únicas formas de verdadeiramente evitar que as coisas piorem. Está nas mãos de cada um de nós.

Faça a sua parte. Se puder, fique em casa. Se não puder, use máscara. Evite aglomerações.

Foto de capa: Joel Saget/AFP

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